Breve Historial
A Orquestra Clássica do Centro (OCC) é uma Associação sem fins lucrativos que tem por objectivo promover (através da orquestra ou outra espécie de conjunto, formação) a divulgação da música e da cultura em geral, organizando, designadamente, colóquios, ou efectuando a publicação de textos, para além de promover também o desenvolvimento profissional dos músicos.
A Orquestra com formação clássica é composta por 32 músicos profissionais, seleccionados através de concursos públicos.
Apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em Dezembro de 2001, na altura com 25 elementos e com a denominação “Orquestra de Câmara de Coimbra”. Considerada de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura, a OCC encontra-se abrangida desde então pela Lei do Mecenato Cultural (actual Estatuto dos Benefícios Fiscais). Desde a fundação até Junho de 2010 teve por maestro titular o Dr. Virgílio Caseiro, em 2010 o maestro titular da OCC passou a ser Artur Pinho Maria.
Em 2002 a Orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua actual constituição, em 2004 viu aprovada por unanimidade, em Assembleia-Geral, a alteração do nome para Orquestra Clássica do Centro (OCC). Desde esse ano tem beneficiado do apoio financeiro do Instituto das Artes, no âmbito dos apoios concedidos a projectos profissionais.
Do seu historial destacam-se os Concertos que tiveram lugar em monumentos arquitectónicos da cidade e concelho de Coimbra, no âmbito do projecto “Mo(nu)mentos Musicais” (2003) e o alargamento da sua actividade a Câmaras e Distritos mais diferenciados, passou ainda a contar com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica. Organizou concursos, conferências, para além das actividades exclusivamente concertísticas, destacando-se o trabalho realizado em colaboração com o Governo Civil do Distrito de Coimbra em projectos conjuntos como “A Floresta também é Património” ou “Encontros com o Património”, ainda no âmbito das comemorações do ano para a igualdade de oportunidades realizou vários concertos e conferências.
Ao longo destes 10 anos, a OCC tem realizado o seu trabalho ininterruptamente, procurando levar a música erudita / clássica a toda a Região Centro, colaborando com diversas Entidades a nível regional, local, profissional, etc. O historial da OCC inclui diversas iniciativas realizadas sobre a temática da Guitarra / Canção de Coimbra, nomeadamente Concertos em espaços monumentais, com a guitarra como instrumento solista, o tratamento orquestral da canção de Coimbra, o Festival “Cantar Coimbra”, os workshops Encontros com a Guitarra I e II, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral, e os “Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa”, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, iniciados em 2007.Em 2010, os IV Encontros assumiram a importância em atribuir um novo protagonismo à guitarra, nomeadamente a guitarra de Coimbra, como factor identitário e transversal a várias gerações.
São estas as palavras que definem este projecto: determinação, entusiasmo e confiança na ideia de que o projecto que defendemos é fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas. Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser os objectivos deste projecto.
Critérios de qualidade, de consistência de gestão das actividades e capacidade de obtenção de outras fontes de financiamento, continuarão a ser nossa preocupação. Procuraremos garantir uma maior igualdade de acesso às criações e produções artísticas por forma a atenuar as assimetrias regionais e atenuar os desequilíbrios sociais e culturais, promovendo uma partilha solidária de responsabilidade entre os agentes culturais e o Estado, as Autarquias locais, instituições de ensino e outras instituições, criando condições que permitam o acesso das pessoas e novas oportunidades de fruição cultural e ao pluralismo da criação artística.
A OCC conta com o superlativo apoio da Câmara Municipal de Coimbra.
Em Janeiro de 2008, o Dr. Carlos Encarnação, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, anunciou publicamente a entrega à orquestra do Pavilhão Centro de Portugal. A OCC tem neste espaço a sua sede, cabendo ainda a esta associação a gestão cultural do espaço.
Em 2010 a OCC assumiu um novo desafio com a criação do Coro da OCC, uma formação coral que conta com 65 elementos. O Concerto de Apresentação terá lugar no próximo mês de Dezembro com a apresentação da Oratória de Natal de J.S. Bach.
Permitimo-nos destacar do nosso historial algumas das iniciativas que realizámos / organizámos:
Guitarra / Canção de Coimbra
O historial da OCC inclui diversas iniciativas realizadas sobre esta temática, nomeadamente Concertos em espaços monumentais, com a guitarra como instrumento solista, o tratamento orquestral da canção de Coimbra, o Festival “Cantar Coimbra”, realizado no Convento de S. Francisco (do qual resultou a edição de um CD gravado ao vivo), os workshops Encontros com a Guitarra I e II, sob orientação de Pedro Caldeira Cabral, e, em 2007, os I e II Encontros Internacionais da Guitarra Portuguesa, com o Alto Patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, que contaram com a participação em Concerto de verdadeiros mestres da guitarra, como sejam António Chaínho e Fernando Alvim, Pedro Caldeira Cabral, Ricardo Parreira, Bruno Costa, Octávio Sérgio, João Torre do Vale, Paulo Soares entre outros.
Conferências
Em 2002 iniciámos um Ciclo de Conferências, a primeira das quais subordinada ao tema “Música, Educação e Cultura”. Ao longo do nosso percurso realizámos inúmeras Conferências sobre as mais diversas temáticas, para as quais convidámos personalidades de reconhecido mérito nacional e mesmo internacional, de que serão exemplo, o Maestro Vitorino de Almeida ou o pintor Mário Silva. Organizámos Ciclos temáticos em Ordens Profissionais (Ordem dos Engenheiros, Ordem dos Médicos ou Ordem dos Enfermeiros). Levámos os Concertos comentados a vários municípios, assumindo claramente a vertente pedagógica que acompanha a OCC desde a primeira hora. Com o Governo Civil do Distrito de Coimbra, com quem tem programado vários projectos conjuntos como “ A Floresta também é Património” ou “ 2008 – Ano Europeu para o Diálogo Intercultural“; ainda no âmbito das comemorações do ano para a igualdade de oportunidades, realizou vários concertos e conferência contando nomeadamente com a presença do Dr. Fernando Nobre, do Dr. Mário Soares ou ainda do Dr. Jorge Sampaio
A 4 de Janeiro de 2008, no Concerto de Ano Novo, que teve lugar no Convento de S. Francisco, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Carlos Encarnação, anunciou publicamente a entrega à orquestra - para sede, local de trabalho e também para gestão cultural - do Pavilhão Centro de Portugal . Volvidos já 8 anos, apareceu, ganhou corpo, consolidou-se e tornou-se numa realidade este anseio da OCC.
No dia 10 de Junho de 08 foi assinado o protocolo da cedência do espaço do Pavilhão Centro de Portugal para a OCC.
Em Coimbra, o Pavilhão Centro de Portugal é o local ideal, por força de toda a sua envolvência, volume, local de inserção, estética arquitectural, divisão interior, utilização interactiva, acústica, luminosidade, etc.
Claro é que, em simultâneo, também sabemos e entendemos o real valor desse espaço e a forma como ele deve estar preenchido para poder oferecer à cidade e à região a resposta cultural formativa que pode e deve dar.
Público alvo
O público-alvo da nossa programação é prioritariamente todos os cidadãos da região centro do país. Deverão ser globalmente contemplados na generalidade das actividades a desenvolver, através de uma estratégia decorrente de motivação das câmaras municipais com as quais existe à data compromissos decorrentes de protocolo assinado ou inclusão na Comissão de Honra. Contudo existe uma preocupação dominante por parte da OCC de desenvolver a criação de novos públicos, com particular incidência junto das populações escolares. Nesse sentido se inserem os concertos pedagógicos, já realizados em 2008 com tão satisfatórios resultados e que se vão prolongar por todo o ano de 2009. Neles se pretende essencialmente dar a conhecer e fazer entender a Música como linguagem, levando o público alvo à sua compreensão, descodificação e assimilação gramatical sintáctica e morfológica.
Alguns exemplos de repertório executado pela Orquestra Clássica do Centro:
“À Meia Noite ao Luar”, “Pensamento Livre”, “Bailados do Minho” e “Suite para cordas” de E. Carrapatoso, “A Vucchella” de F. P. Tosti, as Aberturas da óperas “A Flauta Mágica”, “Cosi fan tutti”, “As Bodas de Fígaro” e “D. Giovanni” de W. Mozart, a Abertura Clássica de J. Firmino, a Abertura “Coriolano” de Beethoven, , a Abertura da ópera “Freischutz” de C. M. Weber, a Abertura em Ré M de C. Seixas, a Abertura Escravos Felizes de J. Arriaga, a Abertura “Hébridas” de Mendelsshon, a Abertura “Uma Italiana em Argel” de J. Rossini, “Adeste Fideles” de D. João IV, a Ária para a 4ª corda (Suite nº 3) de J. S. Bach, “Ave Maria” de Schubert, “Ave Verum” de Mozart, “Ay que Dolor” de Eurico Carrapatoso, “Balada da Mãe” de José Firmino, “Balada da Sé Velha” de Luiz Goes, “Balada de Outono”, “Roseira Brava”, “Coro da Primavera”, “Venham mais 5”, “Por trás daquela janela” e “Mudam-se os tempos…” de José Afonso, “Blues” da 5ª Punkada, “Brindisi” (“Traviata”) de Verdi, “Can Can” de Offenbach, “Canção da Primavera” de Francisco Martins, “Cânon e Giga” de Pachelbel, “Cantar de Emigração” de J. Niza, Cantata nº 147 e nº 4 de J.S. Bach, “Caro mio Bem” de G. Giordani, “Christmas Medley” de A. Neves, “Coimbra” de Raul Ferrão, “Con te Partiró” de F. Sartori/L. Quarantoto, Concerto “A Primavera” e Concerto em Sol M para 2 guitarras de A. Vivaldi, Concerto BWV 1043 para 2 violinos e Concerto para violino e oboé, BWV 1060 de J. S. Bach, “Concerto de Aranjuez” de Joaquin Rodrigo, Concerto em Lá M para Clarinete K 622 e Concerto para violino em Sol M de Mozart, Concerto em Lá M para Cravo de Carlos Seixas, Concerto nº1 em Ré m de L. A. Lebrun, Concerto nº1 para clarinete de Weber, Concerto nº1 para violoncelo em Dó M de J. Haydn, Concerto para Oboé de A. Marcello, Concerto para orquestra e guitarra portuguesa de Fernando Lapa, “Concerto Pomposo” de J.M.Hotetotte, “Contos Velhinhos” de S. Azevedo, “Core ‘ngrato” de S. Cardillo, , “Coro dos Ciganos” (Trovador) de G. Verdi, Danças Hungaras nº 1, 3, 5, 6 e 10 de Brahms, “Danúbio Azul”, Marcha “Radesky”, “Pizzicato Polka”, “Trish, Tresh, polka” e “Rosas do Sul” de J. Strauss, “Der Geist“ de J. S. Bach, “Dixit Dominus” de Carlos Seixas, “Do Choupal até à Lapa” de S. Azevedo, “Easy Life” de K. Weill, “Eine Mozart-Sinfonie“ de S. Azevedo, “Elegia” de G. Fauré, “Esmeralda Verde” e “Vivi um sonho” de Virgílio Caseiro, “Fado Hilário” , “Samaritana” e “Igreja de Stª Cruz” de J. Marinho, “Funiculi Funiculá” de L. Denza, “Gente Humilde” de Garoto, “Granada” (arrj. de José Marinho), Guitarrada “Balada de Coimbra” de J. Firmino, Guitarrada “Espanhola” de S. Azevedo, “La Donna é Mobile” (Rigoletto) de G. Verdi, “Largo” (Xerxes) de Haendel, “Le Boeuf sur le Toit” de D. Milhaud, “L’ultime Canzone” de F. P. Tosti, “Mar Português” de E. Aroso, , “Maria” (“West Side Story”) de Gershwin, “Mariana” de M. S. Santos, “Meditação de Tais” de Massenet, “Messias” de G. F. Haendel, Missa em Ré M op.86 de Dvorak, Missa em Sol M de Carlos Seixas, “Mornamar” de Vasco Martins, , “Niños Jogando” de Carlos Weiske, “O Fortuna” (“Carmina Burana”) de Carl Orff, “Olhos Claros” de S. Azevedo, “Panis Angelicus” de G. Fauré, “Parada do Soldadinho de Chumbo” de Jessel, “Pavane” de G. Fauré, “Quatro Laços” de Lopes Graça, “Rag Dance” de S. Joplin, “Reis” da 5ª Punkada, Requiem K626 de Mozart, “Romagem à Lapa” de J. Firmino, Romance op. 21 de J. Firmino, , “Santa Lúcia” de T Cottrau, “Scorrendo Uniti” (“Rigoletto”) de G. Verdi, “Serenata” de F. Schubert, “Serenata Italiana” de Hugo Wolf, Serenata para cordas em Mi m de E. Elgar, “Sete Varas” de - Lopes Graça, Simple Symphony de B. Britten, Sinfonia em Si b M de Carlos Seixas, Sinfonia nº 104 em Ré M, Sinfonia nº 76 ,101 e Sinfonia nº 77 de J. Haydn, Sinfonia nº3, nº 9 e nº 12 (“Pandion Halietus”) de Vasco Martins, Sinfonia nº 36, nº40, 41 e nº43 de Mozart, Sinfonia nº 1, nº2, nº4 , nº7 e nº 9 de Beethoven, Sinfonia nº 1 e nº 4 (“Italiana”) de Mendelsshon, Sinfonia nº 5 e 8 de F. Schubert, Sinfonia ‘The Arrival of the Queen of Sheba’ de Haendel, Sinfonia, “Messias” de Haendel, “Sleepy Sidney” de A. Scheu, “Smoke gets in your eyes” de J. Kern, “Sogno” de F. P. Tosti, “Sole Mio” de E. di Capua, “Stabat Mater” de José Maurício, Suite “Aeminium” de J. Firmino, Suite nº1 do “Quebra Nozes” de Tchaikovsky, Suite nº2 em Si menor de J.S. Bach, Suite Portuguesa de Ruy Coelho, Tango Balada de K. Weill, “Tantum Ergo” de Carlos Seixas, “Tonight” (“West side Story”) de Gershwin, “Tua mão está fria” (Viúva Alegre) de F. Lehar, “Um Lago no Meio do Mar” de E. Carrapatoso, “Una Furtiva Lagrima” de Donizzetti, “Va Pensiero” (“Nabucco”) de G. Verdi, “Valsa do Imperador” de J. Strauss, “Valsa Triste” de Sibelius, Variações sobre um tema Rococó de Tchaikovsky, “Verano Porteño” e “Inverno Porteño” de Piazzolla, “Yesterday” dos Beatles, concerto nº 24 para piano de Mozart, concerto para guitarra e orquestra de Villa-lobos, Suite Buenos Aires de Pujol, entre outras.
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