Orquestra
Lançamento do CD Cantar Coimbra
As actividades para-musicais de índole cultural, tais como conferências,
colóquios, exposições etc., foram uma preocupação constante da Orquestra de
Câmara de Coimbra ao longo destes anos de existência.
Assim, numa destas conferências, realizada no Auditório da Ordem dos Advogados,
em Coimbra, no dia 23/4/02, foi abordado o tema " A Canção de Coimbra - sua
abordagem Orquestral", na qual foram palestrantes convidados Paulo Vaz de
Carvalho, Paulo Soares e Virgílio Caseiro.
Após louváveis intervenções científicas dos palestrantes sobre o tema em
análise, o Dr. Virgílio Caseiro - Maestro titular da Orquestra - elaborou uma
proposta sobre esta temática, que foi de imediato aceite pela Câmara Municipal
de Coimbra.
Tal proposta consistiu no seguinte:
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Atendendo à necessidade que se faz sentir de contribuir por todos os meios para
o refrescamento e revitalização da Canção de Coimbra;
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Atendendo ao valor cultural e turístico que esta tem para a cidade e sua
região;
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Atendendo à necessidade de universalização da sua linguagem em simultâneo com a
continuação da sua cultura específica etnomusicológica;
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Atendendo à realidade musical actual da cidade, ao número de coros existentes,
ao potencial solístico dos actuais cantores, ao valor inestimável da guitarra
de Coimbra como sua embaixatriz.
Propôs-se que no mais curto espaço de tempo, se criassem condições para,
congregando o maior número de forças vivas da cidade e distrito, com uma
particular atenção à Autarquia, levar por diante a organização de um festival
designado genericamente "Cantar Coimbra", a realizar em dois dias consecutivos
e no qual fossem apresentados novos trabalhos temáticos de Coimbra, compostos
com base em canções já existentes, e recriadas em termos orquestrais com
complementarização solística vocal, coral e instrumental.
Foram escolhidos 16 temas, sendo distribuídos 4 a cada compositor de
reconhecido mérito nacional, obrigando-se eles a comporem obras todas elas para
orquestra, mas sendo uma para solista vocal, uma outra para solísta
instrumental, outra para coro e, finalmente, para guitarra portuguesa de
Coimbra.
O festival foi executado com a prévia apresentação dos ditos temas na sua
versão original com voz, guitarra e viola, seguido da respectiva execução
orquestral.
Houve dois concertos com igual guião: oito temas dados ao públicos em cada dia.
A divulgação destes concertos seria obviamente alargada pelo número máximo de
locais, escolhidos nacional e internacionalmente.
Foram assim convidados os compositores: José Firmino, José Marinho, Sérgio
Azevedo e Eurico Carrapatoso, aos quais foram entregues quatro temas da canção
de Coimbra, previamente escolhidos e cobrindo temáticas Coimbrãs, desde a sua
origem à actualidade, cantando o amor, o sentir tradicional e a contestação
social.
Pretende-se, desta forma, dar um cunho muito pessoal ao reportório da orquestra
para que, além do valor e papel importante que a caracteriza como orquestra
profissional, tenha também características inovadoras e por isso enriquecedoras
de todo um património cultural e artístico, esperando servir também como cartão
de visita quer da cidade quer do próprio País.