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MONDEGO
Orquestra Clássica do Centro, Maestro Virgílio Caseiro
Rão Kyao, flauta de cana
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Defender um património passa, entre muitas outras preocupações, pelo dever de preservar e promover os valores intrínsecos e idiossincráticos das populações a quem servimos e através das quais pretendemos deixar o mais sério e fiel testemunho aos nossos filhos, enquanto representantes das gerações vindouras. De entre as diferentes componentes deste património, cabe à Música um papel de especial relevo, pelo que esta tradicionalmente encerra de funcionalização laboral, lúdica e de festa, caracterizadora estética, sublinhadora religiosa, educativa anímica e ética. Cabe a este sintético preâmbulo a responsabilidade de estabelecer, fazer entender e introduzir a razão de ser do presente projecto e da projecção que para ele achamos ser merecedor. Trata-se de um trabalho de divulgação musical para orquestra e flauta de cana, sendo a primeira a Orquestra Clássica do Centro e a segunda o flautista Rão Kyao, e no qual se faz o registo fonográfico de 15 canções marcantes do panorama musical nacional.

Orquestra Clássica do Centro, Maio de 2007

Orquestra Clássica do Centro, Maestro Virgílio Caseiro
Rão Kyao, flauta de cana
Apoios:
Câmara Municipal de Coimbra
Ministério da Cultura    Instituto das Artes
[Gravação ao vivo no Teatro da Cerca de S. Bernardo – Coimbra, Outubro de 2006]
Orquestra
Lançamento do CD Cantar Coimbra


As actividades para-musicais de índole cultural, tais como conferências, colóquios, exposições etc., foram uma preocupação constante da Orquestra de Câmara de Coimbra ao longo destes anos de existência.
Assim, numa destas conferências, realizada no Auditório da Ordem dos Advogados, em Coimbra, no dia 23/4/02, foi abordado o tema " A Canção de Coimbra - sua abordagem Orquestral", na qual foram palestrantes convidados Paulo Vaz de Carvalho, Paulo Soares e Virgílio Caseiro.
Após louváveis intervenções científicas dos palestrantes sobre o tema em análise, o Dr. Virgílio Caseiro - Maestro titular da Orquestra - elaborou uma proposta sobre esta temática, que foi de imediato aceite pela Câmara Municipal de Coimbra.

Tal proposta consistiu no seguinte:
  1. Atendendo à necessidade que se faz sentir de contribuir por todos os meios para o refrescamento e revitalização da Canção de Coimbra;
  2. Atendendo ao valor cultural e turístico que esta tem para a cidade e sua região;
  3. Atendendo à necessidade de universalização da sua linguagem em simultâneo com a continuação da sua cultura específica etnomusicológica;
  4. Atendendo à realidade musical actual da cidade, ao número de coros existentes, ao potencial solístico dos actuais cantores, ao valor inestimável da guitarra de Coimbra como sua embaixatriz.
Propôs-se que no mais curto espaço de tempo, se criassem condições para, congregando o maior número de forças vivas da cidade e distrito, com uma particular atenção à Autarquia, levar por diante a organização de um festival designado genericamente "Cantar Coimbra", a realizar em dois dias consecutivos e no qual fossem apresentados novos trabalhos temáticos de Coimbra, compostos com base em canções já existentes, e recriadas em termos orquestrais com complementarização solística vocal, coral e instrumental.
Foram escolhidos 16 temas, sendo distribuídos 4 a cada compositor de reconhecido mérito nacional, obrigando-se eles a comporem obras todas elas para orquestra, mas sendo uma para solista vocal, uma outra para solísta instrumental, outra para coro e, finalmente, para guitarra portuguesa de Coimbra.
O festival foi executado com a prévia apresentação dos ditos temas na sua versão original com voz, guitarra e viola, seguido da respectiva execução orquestral.
Houve dois concertos com igual guião: oito temas dados ao públicos em cada dia.
A divulgação destes concertos seria obviamente alargada pelo número máximo de locais, escolhidos nacional e internacionalmente.
Foram assim convidados os compositores: José Firmino, José Marinho, Sérgio Azevedo e Eurico Carrapatoso, aos quais foram entregues quatro temas da canção de Coimbra, previamente escolhidos e cobrindo temáticas Coimbrãs, desde a sua origem à actualidade, cantando o amor, o sentir tradicional e a contestação social.
Pretende-se, desta forma, dar um cunho muito pessoal ao reportório da orquestra para que, além do valor e papel importante que a caracteriza como orquestra profissional, tenha também características inovadoras e por isso enriquecedoras de todo um património cultural e artístico, esperando servir também como cartão de visita quer da cidade quer do próprio País.