Testemunhos

É sabido que o contexto é fundamental para o desenvolvimento de uma qualquer sociedade. A Cultura é um elemento principal de tal contexto e a música um elemento cultural muito relevante. A Cultura é, de facto, alimento essencial para uma sociedade que se quer assente em conhecimento. Ela é nutriente decisivo para que uma tal sociedade possa germinar e, depois, fixar-se, consolidar-se, desenvolver-se. Em resumo, a nossa região terá dificuldade em construir conhecimento, em desenvolver uma sociedade e uma economia nele baseada, sem uma aposta continuada que permita desenvolver um contexto cultural rico e estimulante. Temos uma história milenar expressa de forma arrebatadora no património que nos rodeia OCC que é também cultura. O seu potencial enquanto factor de contexto é enorme o potencial que resulta da possibilidade de usufruir a história inspiradora que está por detrás dele. O potencial que a música tem na criação do contexto cultural certo é enorme também o potencial que resulta do poder da música para nos elevar e engrandecer. Juntos, eles podem ser, então, um factor de contexto muito poderoso para a promoção de uma sociedade exigente, ambiciosa, voltada para a excelência. A ligação da música com o património tem um papel a desempenhar para além da contribuição para o desenvolvimento de uma melhor sociedade. O património artístico e paisagístico da Região Centro tem, de facto, um valor turístico muito elevado. Para dele tirar partido não basta apresentar as nossas cidades com história; é preciso criar contextos diferenciadores para o usufruto desses locais. E aí, de novo, a ligação com a música tem um potencial evidente. Em resumo, o património histórico, monumental e paisagístico da região, tornado maior pela sua ligação a eventos musicais, pode ajudar a desenvolver economicamente a região. Não apenas porque ela ajuda a fixar elementos qualificados, que para se fixarem valorizam os elementos de contexto, mas pela sua capacidade de gerar directamente riqueza, postos de trabalho e dinâmica económica. Para que tal possa acontecer, temos que agir. Nós. Todos nós. Mais do que nunca não podemos contar com as políticas públicas. Mais do que nunca temos que ser capazes de tirar partido de uma janela de oportunidade que, acreditamos, ajudará a tornar esta região num espaço fervilhante, único, especial. Um espaço de conhecimento, cultura e riqueza. Para além da contribuição decisiva para a promoção do desenvolvimento da sociedade em que vivemos – que se traduzirá em mais, no futuro, para nós e para os nossos filhos – acreditamos que a adesão a este projecto como Mecenas propiciará satisfação pessoal, e também prestígio, que resultam da associação a actividades culturais de qualidade.

Presidente do Concelho Cultural da OCC, CEO DA CRITICAL SOFTWARE, Gonçalo Quadros


 

A Orquestra Clássica do Centro conta já, em 2015 com 14 anos de actividade ininterrupta. São estas as palavras que definem este nosso percurso: determinação, entusiasmo e confiança na ideia de que o projecto, que defendemos, é fundamental para a Cidade, para a Região, para as Pessoas. Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, continuarão a ser objectivos prioritários deste projecto. Pretendemos dar-lhe continuidade, insistindo na vertente pedagógica e na possibilidade de atracção de novos públicos. Critérios de qualidade, de consistência de gestão das actividades e capacidade de obtenção de outras fontes de financiamento, continuarão a ser nossa preocupação. Procuraremos garantir uma maior igualdade de acesso às criações e produções artísticas por forma a atenuar as assimetrias regionais e atenuar os desequilíbrios sociais e culturais, promovendo uma partilha solidária de responsabilidade entre os agentes culturais e o Estado, as Autarquias locais, instituições de ensino e outras Instituições, criando condições que permitam o acesso das pessoas a novas oportunidades de fruição cultural e ao pluralismo da criação artística.

Margarida Ramos de Carvalho


 

“Coimbra, prenhe de riquezas culturais, orgulhosa dos seus pergaminhos históricos, emoldurada nas virtualidades de grandes e universais mestres e compositores musicais, depositária de grandioso e qualitativo património na área da música ( … ) deve assumir-se, também, como cidade produtora e exportadora de cultura musical, apoiando inequivocamente quem a pode realizar, logo apoiando, sem reticências, a Orquestra Clássica do Centro, um pilar importante e imprescindível para operar essa missão. . Acreditamos que a cidade saberá compreender que a OCC é uma das marcas da grandeza de Coimbra e multiplicará os seus apoios institucionais e particulares. Coimbra, sem a Orquestra, seria um corpo a que faltava um elemento de prestígio, de orgulho e de auspicioso futuro.”

Mário Nunes


 

Estou a olhar Coimbra abrigada pela torre da Universidade e, na sua beleza, descubro um fervilhar cultural, cruzamento de popular e erudito, que junta cumplicidades populares e académicas de quem a quer ver crescer. E a propósito, recordo George Braque quando disse que “o vaso dá uma forma ao vazio e a música dá uma forma ao silêncio …” Parabéns à Orquestra Clássica do Centro (O.C.C.) que tão sabiamente soube encontrar essa forma: preencher um vazio e dar voz ao silêncio da nossa Cidade.

Maria Helena Teixeiera


 

Abriu-se a “porta” e entra uma lufada de sensibilidade musical que constituiu a O.C.C. Vontades e liderança efectiva construiram um “Projecto”. A Orquestra Clássica já está no caminho acompanhada de muitos amigos. O apoio de abraços e amizade é importante mas o sustentação do “Projecto” dar-se-á com apoios concretos. A “Música” é um ideal, mas a “cultura de sensibilidades” que lhe advêm é um tesouro. Informemos desta dádiva uns aos outros para aperfeiçoar e fazer crescer em direcção ao sucesso este “Projecto”, a “ OCC”.

Ernesto Vieira


 

“A OCC através da sua música já nos conquistou, na cidade de Coimbra; quando a ouvimos preenche-nos o coração de paz e alegria. Tem assim contribuído para divulgar e enaltecer de forma superior esta coisa mágica, que é a musica.”

Paulo Barradas


 

Alguém disse, um dia, que a Música exprime o grau de desenvolvimento de uma civilização . A Orquestra Clássica do Centro já é um Património de que nos orgulhamos. Como cidadão e ” Músico” que já fui , estou grato e sei que vão continuar !

Francisco Martins


 

“A música aproxima a terra do céu e diz a cada um de nós que uma eternidade que nos habita. Cada clave, entre linhas e espaços, entre colcheias e pausas… pode fazer de uma pauta um daqueles momentos que valem a vida toda. A verdadeira crise não é a falta de dinheiro mas a falta de esperança. Por isso, neste tempo e nesta ano de 2012, a Orquestra Clássica do Centro pode ser um dos melhor sinais de esperança para esta nossa Cidade de Coimbra. A música eleva-nos como humanidade e re-constrói o horizonte do sentido.”

Pe. Nuno Santos


 

“A Orquestra Clássica do Centro é hoje um motivo imprescindível da vanguarda cultural da cidade de Coimbra. A música erudita que alimenta a sábia curiosidade do nosso intelecto coletivo, não apenas torna indispensável a vida desta instituição na construção diária da nossa polis, como transpõe os nossos sons para um patamar de sofisticação social que importa preservar. A resiliência dos seus profissionais e a consistência do seu projeto, resultam num amor próprio que a cidade deve estimar todos os dias.”

Rui Pedro Duarte


 

Nunca tive aptidão para a música, com grande mágoa. A minha vivência musical é, talvez por isso, muito marcada pela gratidão e pelo reconhecimento da capacidade de criação humana. A OCC tem-me proporcionando momentos musicais únicos, que agradeço. Considero que este é um dos projectos culturais mais extraordinários e melhor dirigidos da cidade de Coimbra, mas não tem sido fácil o seu caminho; pelo contrário. Sobreviveu às adversidades e foi-se progressivamente afirmando pela qualidade, na cidade e na região. Este percurso ganhador, que muito deve a uma directora excepcionalmente competente e comprometida, justifica agora um apoio claro, estável e programático por parte das entidades públicas responsáveis pela divulgação e promoção da cultura em Portugal.

Helena Freitas