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SUMMARY:Concertos da Justiça – CONCERTO “ Hino aos Direitos Humanos”
DESCRIPTION:Concertos da Justiça \nintegrado no XVII Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura\n\nCOVILHÃ\nCINE – Teatro\n26 outubro 2023\nCONCERTO “ Hino aos Direitos Humanos”\n\n\n\n Programa\n\nAlberic Magnard: Hymne à la Justice Opus 14 *\nJules Massenet: Adieu notre petite table (Manon)\nCharles Gounod: Selected extracts from Ballet music from Faust\n    N° 2 / B Adagio\n     N° 3 / C Allegretto\n     N° 6 / F Allegreto\n     N° 7 / G Allegro vivo\nGiuseppe Verdi –  Ave Maria  (Otello)\nGiacomo Puccini –  O mio babbino caro (Gianni Schicchi)\nGiacomo Puccini –  Preludio sinfonico, Op. 1 \nGiacomo Puccini  – Mi chiamano Mimi  (La Bohème)\nGiuseppe Verdi – E strano….Follie … sempre libera  da (La Traviata)\n\n\n\n\n* Albéric Magnard (1865-1914) – Hino à Justiça\nFilho de Francis Magnard,  editor-chefe do jornal Le Figaro, perdeu a sua mãe Émilie aos 4 anos.  Estudou Direito antes de entrar no Conservatório de Paris em 1886. Foi aluno de Dubois e Massenet . A sua vasta obra inclui, entre outras, quatro sinfonias, sonatas e obras líricas. Escreveu  artigos sobre música para o Le Figaro. A 3 de setembro  de 1914 foi morto enquanto tentava  afastar os alemães de lhe destruírem a mansão em Baron, Oise. Parte significativa da sua obra ficou aí  destruída. A  Academia Francesa concedeu-lhe o Prémio Charles Blanc em 1915. A vida de Magnard foi marcada por uma série de compromissos destacando a dedicatória da sua quarta sinfonia a uma organização feminista ou da posição de querer ir  para o exército  depois de escrever o Hino à Justiça em apoio ao Capitão Dreyfus. Um caso que dividiu a França do século XIX, aquando da  acusação e condenação do  capitão do exército, Alfred Dreyfus, por traição. Em  22 de dezembro de 1894 foi proferida a sentença, após um breve julgamento, feito em tribunal militar e à porta fechada, de prisão perpétua. Dreyfus foi acusado de passar documentos militares secretos ao exército alemão Os serviços de contra-espionagem franceses detetaram vários erros no processo, com o surgimento de indícios seguros de que se tinha tratado de uma injustiça. O Caso Dreyfus abalou profundamente a confiança dos franceses nas suas instituições e na sua justiça e dividiu a sociedade francesa entre apoiantes e detratores do capitão, fazendo emergir o anti-semitismo  latente e as frustrações nacionalistas da França, humilhada após a derrota sofrida em 1870.Ficou célebre o envolvimento do escritor Emile Zola, com a publicação de um violento manifesto de apoio a Dreyfus, o “J’Accuse”.Quanto ao capitão, veio a provar-se que as acusações eram falsas. Só em 1906 foi reabilitado e novamente incorporado no exército. Serviu a França na I Guerra Mundial Albéric Magnard  compôs a obra Hino à Justiça que  dedicou a Émile Gallé, vidreiro em Nancy e seu amigo, tendo este sido um dos primeiros signatários da petição de apoio a Dreyfus em 1898, e mais tarde o tesoureiro da Liga Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão(1899). A Liga continuou a  denunciar a prepotência e o atentado à dignidade dos cidadãos acontecessem estes  em França ou em qualquer outra  parte do planeta.  Na Defesa dos Direitos Humanos longo da História, para além das organizações oficiais, desempenharam e desempenham um papel fundamental as associações criadas por pessoas que tudo deram e dão à causa da defesa dos direitos da pessoa humana.\nL’écriture de l’ Hymne à la Justice d’Albéric Magnard fut motivée par la plus importante affaire judiciaire du tournant du XXème sicle en France. La fameuse « affaire Dreyfus », du nom de cet officier d’état major accusé injustement de trahison en raison de ses origines juives, dont le grand écrivain Emile Zola pris la défense dans un célèbre article intitulé « J’Accuse ! ». C’est le deuxième procès Dreyfus et sa seconde condamnation de l’innocent Alfred Dreyfus « avec des circonstances atténuantes »  qui remplit le compositeur d’une rage créatrice féroce, perceptible dans son œuvre. Son Hymne à la justice est remarquable non seulement par la beauté de ses thèmes mais aussi par l’habileté de sa construction. Après un premier thème emporté qui exprime la révolte contre l’injustice, apparaît un second thème en mode mineur, exposé à la clarinette sur un frémissement de cordes. Tout en délicatesse après la véhémence du premier thème, il exprime l’espoir fragile que l’innocence du condamné soit enfin reconnue. C’est lui qui sera réexposé fortissimo en mode  majeur à la fin de la pièce, symbole d’une justice qui triomphe enfin. Maestro  Michael Costeau\n\nNeste concerto homenageamos ainda a grande Maria Callas no ano em que se assinala o 100º  aniversário do seu nascimento( 2/12/1923 – 16/09/1977)  Considerada por muitos como a maior soprano da história, foi chamada também de La Divina. A soprano Melissa Purnell interpreta algumas das obras que marcaram a sua carreira .\n\n Entrada Gratuita com levantamento presencial na bilheteria do TMC\n3ªfeira a sábado: 14H30 – 19H30 (Exceto feriados)\nDias de espetáculo: 14H30 – 19H00 | 20H30 – 21H30\n
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LOCATION:Teatro Municipal da Covilhã, Rua Rui Faleiro, Covilhã
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