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Na vida de um ser humano, e nas maioria dos países, ter entre 18 e 21 anos significa que já se atingiu a maioridade e que mente e corpo estão mais do que prontos para enfrentar os desafios da vida. Uma orquestra, constituída pelos corpos e mentes dos seus músicos, também necessita desse tempo para chegar ao pleno das suas possibilidades. E assim, a OCC, a orquestra da terra que viu nascer um dos maiores e mais internacionais compositores portugueses de sempre, Carlos Seixas, agora que completa 20 anos de existência, está pronta para voar. No âmbito da rica cultura europeia, na qual a música clássica nasce, uma orquestra é um símbolo de cultura e civilização, mas não só. Também é um símbolo de concórdia, de trabalho em conjunto para o bem de todos. Ao contrário de clubes, exércitos e partidos, uma orquestra é um conjunto de pessoas que se empenham em algo que não visa o conflito, físico, ou de ideias. O único objectivo de uma orquestra é servir a música e levar a beleza desta a todos. Uma orquestra, para funcionar bem, para atingir esse objectivo, não pode descriminar cores de pele, nacionalidades, religiões, sexos ou outras diferenças que, na verdade, nada importam, mas pelas quais muitos seres humanos ainda hoje em dia estão prontos a sofrer e a fazer sofrer outros seres humanos. Contra o racismo, a descriminação, o ódio, uma orquestra é um oásis de tolerância, respeito e amor, de uns pelos outros, e pela música. A música é o contrário do ódio, e precisamos cada vez mais dela no nosso tempo. Parabéns OCC!

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